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Lá do alto


Estamos acostumados a uma visão imediatista das coisas.
Olhamos muito para o chão, “para o agora” e nos perdemos…
Lá do alto, tudo fica muito, muito pequeno…
Nossos problemas diminuem, por vezes até somem.
Aquilo que julgamos tão importante é no final das contas, um nada.
Poeira do tempo, grão de areia perdido em nossos pesadelos.

A Melhor Parte de Amar


As declarações de amor revelam muito do que vai em nossa alma. Por vezes elas nos descrevem com perfeição.
Elas contam se somos possessivos ou ciumentos, se deixamos espaço para o outro crescer como indivíduo ou não.
Por exemplo, quando somos enfáticos demais no Eu preciso de você; no Não consigo viver sem você, revelamos, mesmo sem querer, que nosso amor é mais carência do que doação.
Amar o outro, tendo, como razão e sustento desse amor, tudo aquilo que o outro nos dá, isto é, tudo que recebemos do parceiro, é certamente um amar frágil, que pode não se manter por muito tempo.